Aventura além do Atlântico – Destino : África

Sim! É verdade! Vim parar na África, perdi a virgindade internacional. Neste momento estou na Nigéria, no estado de Jigawa. Estou a trabalho com a equipe do IdeaValley em um grande projeto de Inclusão Digital, envolvendo wimax, voip, além de uma série de soluções agregadas.
 
A experiência é única. Primeiro que passamos cerca de 24horas no ar, dentre alimentações light e filmes ‘nativos’. O longo trajeto se iniciou em Petrópolis, na sede do IdeaValley, de onde partimos para o aeroporto Galeão fazer a ponte para Sampa. Perdemos o embarque, mesmo chegando 30 minutos antes. Haja fila. Muita gente voando por aí.
 
Demos uma volta danada para chegar à Jigawa. O vôo internacional fez uma escala em Paris(+12 horas), o que valeu muito para conhecer o maravilhoso aeroporto Charles de Gaulle e passar os últimos momentos de frio. De Paris fomos para Lagos(+6 horas), na Nigéria. Aqui iniciaram-se as surpresas… Lagos fica no lado “violento” da Nigéria. Dentro do aeroporto é relativamente tranquilo. Nas ruas de Lagos vemos as cenas de filmes, policiais equipados com seu AK-47 negro. Mas, nenhum tiro ou susto nas ruas. É só estar “bem acompanhado”. A CIA classifica estes locais da Nigéria como um dos mais perigosos do mundo (só perde pro Iraque).
 
Africa
 
Não dormimos em Lagos, felizmente. Mas tivemos, literalmente, que correr atrás de um avião para Kano(+ 2horas), que foi a experiência mais louca que se possa imaginar. O aeroporto de vôos domésticos parecia mais uma rodoviária do qualquer outra coisa. Que lugar estranho! Em Paris, quase tive que tirar a roupa na revista, agora, nem fizemos check-in. Somente demos nossos nomes e corremos para o vôo, que pegamos no meio da pista. O Avião era medonho. Um Boieng 737 200 caindo aos pedaços, que ainda bate as asas para ficar no ar, mas tinha serviço de bordo. Assustadoramente o vôo foi tranquilo. Mais assustadoramente foi o aeroporto em Kano, era pior que a “rodoviária” anterior. Inacreditável. Somente indo lá para conhecer.
 
Africa
 
Isso aqui é uma doideira só. Parece ficção, mas é a pura realidade. Ruas longas, muita gente, muito comércio informal e muito, mas muito óleo sendo vendido na beira da estrada. Estilo Mad-Max o cenário. O ar é pesado, seco, muita poeira misturada com cheiro de madeira queimada com querosene. O país não tem energia elétrica “utilizável”, tudo funciona na base de geradores. Haja petróleo.
 
Africa

 
Vou ficando por aqui, vou colocando mais coisas ao longo da viagem. Diretamente do país onde as portas não fecham e quando fecham as maçanetas não funcionam.
 
Sim, continuo vivo!
 
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